Franco Cenni, 01

 

Zitú pintado por Elda

 

Franco pintado por Elda

 

Franco jovem na Itália

Elsa carregando Marcelo, Mário, Franco com Mário Júnior no colo e Roberto 

 

(Milão, 15 de novembro de 1909 – São Paulo, fevereiro de 1973)

Franco Cenni nasceu em Milão em uma família de pintores, onde se destacaram seu avô Quinto Cenni e seu pai Italo, famosos por retratarem os soldados italianos na época do Risorgimento, e seu tio Angelo Cantú, que viveu no Brasil e pintou o retrato da princesa Isabel. Franco Cenni estudou na Academia de Belas Artes e Liceu Artístico de Milão de 1927 a 1931, quando realizou o Curso de Decoração e Desenho. Na qualidade de desenhista e xilógrafo, contribuiu – em 1928 e 1929, ao lado de Bruno Munari, Reiner Adami e Giorgio Würmli –, para a realização de alguns trabalhos de concepção futurista propostos à goliardia milanesa (espírito estudantil de associações universitárias na Itália, ligadas a um estilo de vida alegre e boêmio). Ao mesmo tempo, participou da fundação do movimento artístico Il presente, formado porum grupo de jovens apaixonados pela vida moderna que eram contra “...os verdadeiros diletantes da necrofilia, que não veem o belo senão no passado”.

Veio a São Paulo no final de 1931, para se casar com sua prima Elsa Cantù (Zitú), que conhecera nas férias em Luino e com quem viria a ter os filhos Mário e Roberto. Em seus primeiros anos no Brasil, escreveu críticas sobre teatro e artes plásticas em jornais paulistanos. Em 1932, junto com Ettore Zennaro, fundou a Rivista Latina, primeiro periódico artístico-literário que se propunha ao desenvolvimento de um programa sério e concreto para o intercâmbio e a difusão da cultura ítalo-brasileira.

Foi um dos promotores da Família Artística Paulista, junto com Alfredo Volpi, Mário Zanini e Aldo Bonadei. Em maio de 1936, vários arquitetos, pintores, escultores e jornalistas tiveram a iniciativa de prestar uma homenagem a Franco Cenni devido ao seu trabalho desinteressado a favor do mundo artístico italiano no Brasil. Nesta ocasião estiveram presentes: Alfredo Volpi, Antelo Del Debbio, Galileo Emmendabile, Giancarlo Zorlini, Francisco Rebolo, Fulvio Pennacchi e Nicola Rollo, entre vários outros artistas.

Segundo os críticos, Cenni praticou como artista um modernismo moderado, como se nota através de seus desenhos componentes da Família; sobre seu trabalho, escreveram Sérgio Milliet e Mário de Andrade, que o considerava excelente desenhista e proponente de uma visão cinematográfica na pintura.

Pintor de cavalos e paisagista com ênfase nas cenas da vida rural do interior paulista, Franco Cenni realizou exposições individuais no Rio de Janeiro e em São Paulo e participou de várias mostras coletivas, tendo sido premiado no Salão Paulista de Belas Artes em 1943, 1945 e 1946. Alguns críticos de suas exposições o nominavam o pintor-poeta.

No cinema brasileiro, trabalhou como cenógrafo na Companhia Cinematográfica Maristela e na Vera Cruz e fez a direção de arte de vários filmes, entre eles O Destino em Apuros (1953), primeiro longa-metragem colorido brasileiro. Como diretor de produção da Corona Filmes, realizou Sob o Céu da Bahia (1956), que recebeu prêmio de fotografia no Festival de Cannes.

 

Franco servindo o exército italiano na década de 1930

 
 
 
 
 

1930/1940

silvia ribeiro

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