Roberto Cenni

(São Paulo, 14 de junho de 1954)

Formou-se em engenharia metalúrgica pela Universidade Mackenzie em 1978; acompanhou matérias como aluno especial na Faculdade de Filosofia da USP e fez vários cursos na Escola de Comunicações e Artes- ECA, onde permaneceu de 1982 a 1991, para realizar o Curso de Agente Cultural e o Mestrado em Artes, com a dissertação Três Centros Culturais na Cidade de São Paulo, sob a orientação de Teixeira Coelho Neto, defendida em 1991.

Por indicação de Pietro Maria Bardi, admirador do livro Italianos no Brasil, Roberto, filho do autor Franco Cenni, começou a trabalhar no Sesc São Paulo em 1980, fazendo a conexão entre o MASP e o Centro Campestre do Sesc, hoje Sesc Interlagos. Com a abertura do Sesc Pompeia, em 1982, foi trabalhar nas exposições temáticas de Lina Bo Bardi, como Mil Brinquedos para a Criança Brasileira e Caipiras, Capiaus: Pau a Pique. Nessa unidade foi o responsável pela produção das grandes exposições temáticas – Madeira: Árvore, Ferramentas, Objetos; Alice no Brasil das Maravilhas, com Joãosinho Trinta; 60 anos da Atlântida; Loucos por Cinema; Vida Louca, Vida Intensa: uma Viagem pela Contracultura, Sombras e Luz, dentre várias outras. Também foi o encarregado de diversas exposições cenográficas infanto-juvenis, que construíram pequenos mundos infantis, como Mitos que vêm da Mata e Ilusão de Verdade, e exposições de fotografia – A Terra Vista do Céu, de Yann-Arthus Bertrand, e Êxodos, de Sebastião Salgado –, além de efetuar a produção de catálogos e edições do Videobrasil – Festival Internacional de Arte Eletrônica.

Aposentou-se em 2014, após 35 anos como assistente técnico no Sesc Pompeia.
Em 1993 escreveu o livro Kanichi Sato: Vida na Água, sobre o professor de natação Sato, que ensinava o zen na água e deu aulas na piscina da Faculdade de Medicina da USP para várias gerações. Desde 2001 convive com sua companheira Rosie Mehoudar.

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Mário Agostino