Paolo Agostino Cantù, 2
Elsa com seus pais Agostino e Liddy (1924)
Agostino Cantù casou-se com a filha de Luigi Chiaffarelli, Liddy, no final de 1911, com quem teve dois filhos, Elsa Cantù (Zitú) e José Luiz Cantù. Apesar de ter se separado de Liddy, que foi viver com Francisco Mignone, permaneceu na casa da Padre João Manuel até sua morte, que ocorreu vinte anos e meio após o falecimento de Luigi Chiaffarelli. Durante esse período continuou a organizar os vesperais, concertos com os alunos mais adiantados no terceiro domingo de cada mês, iniciativa que durou décadas e marcou a cena musical paulistana. Realizou 170 programas de audições, com a participação de dezenas de alunos pertencentes a mais de uma geração.
Cantù é reconhecido como um dos pioneiros da formação musical erudita no Brasil, ajudando a expandir o repertório e a mentalidade musical no país e afastando o foco restrito a repertórios tradicionais e operísticos. Participou do júri de muitos concursos, foi eleito Sócio Honorário de várias instituições musicais, foi sócio fundador da Sociedade de Cultura Artística e da Sociedade Filarmônica de São Paulo e durante muitos anos exerceu a crítica musical do diário Fanfulla.
Como compositor, venceu vários concursos: em Nápoles, com uma Romanza; em Bolonha, com um quinteto para arcos e piano: e em Londres, com um quinteto para instrumentos de sopro. Elaborou músicas para orquestra, instrumentais de câmara, composições para canto - sobre versos de poetas brasileiros -, e peças de piano a partir de ritmos do folclore brasileiro e latino- americano.
Em 1932, no Concurso Nacional Essenfelder (nome de importante marca de piano), que reuniu representações de todos os estados brasileiros, a Escola Cantù afirmou-se de maneira decisiva, obtendo o primeiro e o segundo lugares.
Agostino foi enterrado no Cemitério São Paulo e há uma rua Agostinho Cantu no bairro do Butantã, perto da USP, em sua homenagem.