Mário Agostinho Cenni, 02

Mário com seu cachorro (1940)

Tendo morado 39 anos em Belo Horizonte, desenvolveu várias atividades em diversas áreas. Entre 1971 e 1974 foi juiz cinófilo do Kennel Club do Brasil e criador de cães da raça boxer. No início dos anos 1980 foi diretor social do Clube Campestre de Belo Horizonte. Incentivou seus cinco filhos a sempre praticar esportes, principalmente basquete e vôlei, e foi entusiasta do time de futebol da ESAB, fundado em 1970, que jogou na primeira divisão mineira de 1974 a 1977 e chegou a vencer partidas contra os melhores times de Belo Horizonte. Participou de vários campeonatos de rally, recebeu várias taças e foi campeão mineiro em 1986, em dupla com seu filho mais velho.

Era muito religioso e sempre se envolveu com sua comunidade. Participou do movimento de casais das Equipes de Nossa Senhora, de 1963 a 1971. A partir de 1980, colaborou com o Encontro de Casais com Cristo – ECC e nos seus últimos quinze anos de vida organizou e ministrou palestras sobre diversos temas, entre eles a importância da fé nos revezes da vida. Foi Ministro da Eucaristia e atuou na formação da Comunidade Nossa Senhora Rainha das Famílias, tanto no Bairro das Mangabeiras, em Belo Horizonte, como em Lagoa
Santa.
Participou do programa de Educação de Jovens e Adultos no Condomínio Amendoeiras, em Lagoa Santa, com a instalação de curso supletivo, e também colaborou no projeto de reforma da creche desse município.
Depois de várias viagens à Escandinávia, seu amigo cônsul norueguês teve que se retirar do país e propôs que Mário assumisse o cargo de Cônsul
Honorário da Noruega em Minas Gerais, o que aconteceu desde novembro de 1979. Foi presidente da Associação dos Moradores do Bairro das Mangabeiras de 1995 a 1997, e também cofundador e presidente da União das Associações da Zona Sul de Belo Horizonte. Atuou como presidente da FLAMA, órgão mantenedor da Fundação de Educação Artística. Reestruturou o corpo de
funcionários do hospital da Associação Mineira de Reabilitação - AMR, onde coordenou o trabalho de mais de 80 voluntários. Durante anos, ajudou doentes de câncer, importando da Suécia medicamentos não produzidos ainda no Brasil, mesmo antes de ser acometido por essa doença, que acabaria por lhe tirar a vida. Durante os quase oito anos de tratamento, sempre procurou amparar e apoiar aqueles que sofriam do mesmo mal.

Em todas essas atividades, Mário Cenni fez muitos amigos, sendo uma pessoa bastante conhecida e querida nas cidades de Belo Horizonte, Betim e Lagoa Santa. Faleceu no final de novembro de 2001, aos 66 anos de idade. Compareceram ao velório, em sua casa no bairro de Mangabeiras, dirigentes de diversas associações de engenharia nas quais atuou, cônsules representando países, empregadas domésticas que trabalharam por anos nas casas em que morou, meninos deficientes da AMR e vários dos tantos amigos, com elogios bastante emocionados. As 27 corbelhas, uma demonstração de como Mário Cenni foi estimado, estavam dispostas na sala, na entrada da casa e também pela calçada, surpreendendo os operários da construção em frente. Após a despedida com orações na sala, um longo cortejo acompanhou seu corpo, que foi enterrado no final da tarde no Cemitério Bosque da Esperança, próximo a Belo Horizonte.

 

Mário (1953)

 

Mário (1952)

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